Nem tudo precisa de ser resolvido. As emoções vêm e vão. Precisamos de respirar, voltar ao presente, concentrar-nos, conectar-nos. Ou curamos, ou repetimos tudo novamente. Temos de ter um sono equilibrado e fazer uma limpeza ao cérebro — como se fosse remover os resíduos —, porque senão podemos ter perdas de memória, perder o foco e perder o nosso aprendizado. Cada vez que a ansiedade entra em modo de desgaste físico, o risco aumenta.
A nossa mente é como uma flor; o pensamento, uma semente com o poder de florescer ou sufocar.
Transformar-se não é apenas apagar o que se foi e o que será; é acolher, com consciência, quem se é. Fazemos tudo certo e, sem perceber, o coração começa a pensar e a mente a duvidar. A pressa do dia a dia acelera a nossa mente, e vibramos a desconfiança. Vem o medo de não dar certo, a ansiedade aumenta e desesperamos.
É por isso que tudo parece estar parado dentro de nós, mas não está. Apenas estamos a alinhar-nos, a procurar relaxar. E não percebemos, não sentimos, não relaxamos, e o coração não silencia. Sair do tempo da mente é importante. Vibrar a alegria, ter pensamentos positivos, saber do que gostamos — isso faz com que a nossa frequência diminua.
O silêncio é o que é importante, neste momento. Escutarmo-nos é importante. Caminhar é importante. Sonhar é importante. Reagir é importante. A nossa melhor versão precisa de surgir dentro de casa, com a nossa liberdade a ser livre. Porque senão, todo o resto é pura encenação. A nossa vibração atrai a nossa tribo.
Precisamos de nos curar da ansiedade para podermos enxergar a atenção e o amor. Atenção não é amor. Apego não é conexão. E receber o mínimo nunca é suficiente. Temos de estar curados para que todas as relações fluam e partam directamente para o amor, e não para o sofrimento e para a dor, que dói tanto na cabeça e na alma. Senão, a dor vai ser inevitável, e o sofrimento vai ser uma escolha — uma que não nos devolve o que já não tem sentido carregar. Não nos castiguemos. A paz nunca foi algo que se encontra; é uma escolha. A paz conquista-se.
A vida não dói — tenta entender por esse lado. O peso que carregas está apenas dentro de ti, e não no mundo. Por isso, não precisas de sofrer. O desapego gera liberdade. A dor que sentes é um alerta para a tua paz e liberdade.

